Eu sou uma eterna apaixonada por pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores.
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"O sorriso é uma jornada. Da boca aos olhos. Dos olhos, à alma." 

Bruno Lima. (via ultimosonho)


Postado em 25/08/2014 às 21:54pm | 5359 notes | via/Source | Reblog this


Postado em 25/08/2014 às 21:54pm | 840 notes | via/Source | Reblog this


Postado em 25/08/2014 às 21:53pm | 17928 notes | via/Source | Reblog this


Postado em 25/08/2014 às 21:53pm | 47964 notes | via/Source | Reblog this


Postado em 25/08/2014 às 21:53pm | 120505 notes | via/Source | Reblog this


Postado em 25/08/2014 às 21:52pm | 9635 notes | via/Source | Reblog this

"– Eu quero ir embora. Solta meu braço. Me deixa passar.
– Já deixei uma penca de amores passar. Não pretendo fazer o mesmo contigo.
– Eu não sou seu amor. Nem nunca vou ser. Larga meu braço.
– Há controvérsias, mas tudo bem. Pode ir. Vamos ver até onde você vai antes entrar nesse mesmo prédio, subir as escadas até o mesmo andar, bater na mesma porta.
– Não conte com isso. Não cultive grandes esperanças. Eu quero andar com os pés no chão. Numa areia que não me queime os pés. Cansei dessa vida movediça. Chega de romance de prosa e verso. Você é muito denso, muito profundo. Eu preciso de um homem de verdade.
– Tudo bem. Pronto, já te soltei, a porta está aberta. Vai. Pode ir. Anda. Vá atrás do seu homem de verdade. Amores de plástico te esperam. Sorte, garota.
(…)
– Eu fiquei com um carinha ontem. E não foi porque bebi. Nem porque estou confusa. Beijei. Simples assim. E quer saber? Eu gostei.
– Não perguntei. E não importa o porquê ou se você gostou. Eu sempre soube que faria uma coisa dessas, um dia. Você vive fugindo de tudo, da intimidade, do carinho, dos domingos, de você e de mim. O que eu quero saber é: por que você ainda não saiu atrás do seu amor de plástico? Eu mesmo te respondo: por que sou o seu Saara.
– Saara? Lá vem você de novo. Fala claro.
– Deserto. Você está bem no meio, perdida, em alguma parte central do meu território. E quanto mais você corre, mais interminável ele parece. Você pisa em mim, minha ardência queima seus pés, por isso você corre. Sabe, eu acho um sarro te assistir tonta e desesperada indo para todo lado, sem alcançar lugar algum. Ainda assim, mesmo dentro de mim, você se sente sozinha. Fica procurando mudas de Amor-Perfeito e não lembra que no deserto as flores não germinam. Só os cactos. Tudo que você precisa são cactos, mas deseja flores coloridinhas. Você não dá valor ao que tem, só às coisas idiotas que te dão vontade. E mesmo quando consegue, não interrompe as buscas.
– Você acha que me conhece.
– E conheço! Você tem alergia a crustáceos. Se fosse uma música, seria “Ruby Tuesday” dos Stones. Esconde literatura erótica debaixo do travesseiro. Perdeu a virgindade quando já estava quase no fim da faculdade. Diz que seu filme preferido é Vanilla Sky só para soar cult no meio da sua galera, mas na verdade é aquele em que a Meg Ryan se apaixona pelo Tom Hanks via correio eletrônico. Odeia sua mãe. Sei também que assim que eu fechar a porta, você vai ficar letárgica no corredor, com a mão espalmada na parede, pensando “O que eu estou fazendo? O que eu estou fazendo? O que eu estou fazendo?”. Durante cinco minutos.
(…)
– Eu te traí, porra! Você não escutou o que eu disse antes? Tem sangue de barata? Por isso que eu digo que preciso de um homem de verdade… Cara, você deveria estar me esbofeteando agora. Como você pode ainda me querer? Puta, que merda…
– Tenho certeza que você merece, mas se eu dar na sua cara, outra vez estarei dando o que você quer, fazendo suas vontades. E eu já parei com isso. Fora que, quem sou eu pra me queixar? Eu também fiz merda.
– Não acredito. Falando sério? Putz. Que droga. A gente está fazendo tudo errado. Não era pra ser assim. Estou dando o fora. Separa minhas coisas. Pego tudo semana que vem.
(…)
– Você ainda está aí, não é? Parada no corredor como eu disse.
– Perto de você parece tão tarde. Aqui do lado fora, no corredor, parece tão cedo. Algum palpite? Meus sentimentos por você são tão relativos. O que você acha?
– Você quer entrar? Talvez a gente consiga remendar alguma coisa.
– Se você me chifrar de novo, eu prometo, pago alguém para matar você. Ou eu mesma corto seu pau fora.
– Olha quem fala…
– Cala a boca e me abraça forte.
(…)
– E tem outra coisa. Eu seria “Wish You Were Here”, do Pink Floyd, caso fosse uma música." 

Gabito Nunes, “Cactos”.  (via palesttina)


Postado em 25/08/2014 às 21:45pm | 230 notes | via/Source | Reblog this


Postado em 04/08/2014 às 21:42pm | 12313 notes | via/Source | Reblog this


Postado em 30/07/2014 às 20:42pm | 27727 notes | via/Source | Reblog this

"Lembra? Enquanto a gente praticava aquele jogo de desinteresses, cada um de um lado do balcão, seu olhar profundo foi emperrando meu raciocínio lógico e moral, não sei, era como se eu fosse um filhote de beija-flor que se chocou contra a fachada de um prédio no primeiro voo. Você, daquele seu jeito, me catou do chão, cuidou da minha asa, me deu néctar direto no bico com uma seringa, me engaiolou de porta aberta, e eu fui ficando porque eu quis. Mesmo quando eu estava recuperada e sadia, não tive vontade de te contar, ou então você me devolveria para a natureza. Por isso eu me fazia tanto de louca. Se eu me comportasse normalmente, como as outras, você perderia o interesse no enigma. Você vai me achar uma bruxa manipuladora agora, mas tudo que eu fazia era pra te dar o que falar com seus amigos no bar. Entrando e saindo fora assim da sua vida você pensaria em mim dias a fio. Eu queria ser o exemplo de garota que você teria em mente ao dizer que todas as mulheres são doidas. Pelo menos assim, quando eu resolvia voltar, você ainda não havia me esquecido." 

Juliete nunca mais.  (via ultimosonho)


Postado em 30/07/2014 às 20:41pm | 64 notes | via | Reblog this

"Ninguém tem o direito de invadir a nossa vida. Apontar o dedo na nossa cara. Dizer o que devemos fazer. Pedir coisas, exigir outras tantas. Ninguém pode nos dominar, nos possuir, nos esgotar. É injusto. Mas a justiça, ou melhor, o senso de justiça, o quero-ou-não-quero quem define somos nós." 

Clarissa Corrêa.    (via ultimosonho)


Postado em 30/07/2014 às 20:40pm | 3664 notes | via/Source | Reblog this
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